O Homem Que Fazia Chover (1997)

Baseado no livro homônimo de John Grisham, O Homem Que Fazia Chover acompanha o novato legisperito Rudy Baylor (Matt Damon) recém-contratado posteriormente transpor da universidade. Ao se deparar com uma verdade formada por colegas de profissão corruptos e negligentes, o garoto se agarra à lei em sua totalidade, seguindo-a e respeitando-a com todas suas forças. Em seu primeiro caso, e tendo base para tanto de Deck (Danny DeVito), Rudy deve tutorar a motivo de Dot (Mary Kay Place) e seu fruto Donny Ray (Johnny Whitworth), jovem que sofre de leucemia e que teve seu transplante refutado pela companhia de seguros, sendo essa representada pelo experiente Leo Drummond (Jon Voight). Em meio a isso, Rudy se envolve com Kelly (Claire Danes), uma jovem que frequentemente é espancada por seu marido.

Concebido pelo diretor de retrato John Toll uma vez que um universo onde predominam tons de cinza, refletindo a melancolia dos clientes e a anfibologia moral dos advogados, O Homem Que Fazia Chover não perde tempo ao deixar evidente que enxerga seus personagens uma vez que atrocidades que buscam o lucro fácil a qualquer dispêndio – com exceção, evidente, dos personagens de Damon e DeVito. Logo no início, o roteiro adequado escrito por Francis Ford Coppola (que também assina a direção) e Michael Herr (que contribuiu somente na narração) explicita para o testemunha que os personagens defensores da lei que fazem secção daquela história são verdadeiros tubarões detrás de suas presas – e é evidente que os melhores lugares para encontra-las são justamente os hospitais, em uma conformidade irônica e eficiente.

Em mais uma adaptação para as telonas de obras de John Grisham (uma vez que A Firma e O Cliente, para reportar somente duas das mais conhecidas), posteriormente os interessantes minutos iniciais, O Homem Que Fazia Chover se perde em uma narrativa sem fôlego e aborrecida. A iniciar pelo envolvimento entre Rudy e Kelly, que avança de maneira extremamente superficial, pois logo na primeira cena posteriormente se conhecerem eles já estão trocando carícias em uma óbvia tensão sexual que não funciona. Deste modo, a relação do parelha em potencial transcorre sem a química necessária, desperdiçando a personagem e a atuação de Danes e ocasionando patente inchaço ao filme.



Já o envolvimento de Rudy com a família que irá tutorar a motivo, principalmente com o acamado garoto Donny Ray, também é prejudicado pela dificuldade de Coppola em injetar emoção e vontade nessas relações, filmando tudo com certa frieza que impede nosso envolvimento emocional com os personagens. E isso se revela uma vez que um dos grandes obstáculos para o sucesso do filme, pois o caso defendido pelo personagem de Matt Damon trata-se do fio condutor de toda a narrativa – por fim, se não investimos nossas emoções e sentimentos em tais personagens, tal uma vez que o protagonista o faz, uma vez que podemos nos importar com eles?

Assim, se as cenas que se passam no tribunal (no verdadeiro embate entre Rudy e o personagem do veterano Jon Voight) são as mais envolventes do filme, é graças ao trabalho da dupla de atores e da dinâmica estabelecida entre seus papéis, e não exatamente pela motivo a qual eles se encontram ali. Contrapondo a experiência prática de Leo Drummond com o conhecimento teórico do recém-formado Rudy Baylor, a guerra de retórica vivenciada pela dupla resguarda os melhores momentos deste O Homem que Fazia Chover. E a formação de Voight e Damon nesse vista não poderia ser mais eficiente: enquanto o primeiro surge com a voz segura e firme, o segundo mal sabe uma vez que se portar dentro do tribunal – e Damon exibe seu talento ao transmitir ao testemunha que seu personagem pisa em terrenos desconhecidos ao fornece-lo uma voz trêmula e insegura que, de maneira sutil, vai se transformando com o desenvolvimento da narrativa.

E se Voight mantém sua caracterização durante todo o filme, mesmo com óbvias pinceladas de humor em seu personagem, Matt Damon consegue ser carismático uma vez que de rotina, mas sofre pelo seu deslocado romance, uma vez que já citado. Já Deck Shifflet, personagem de Danny DeVito, funciona uma vez que porta de ingresso no universo da advocacia e também uma vez que braço recta para o protagonista do filme, mas se torna uma figura mais esquecível do que aparenta, dada sua relevância em cena. Danny Glover uma vez que o juiz Tyrone Kipler impõe sua voz e o devido saudação à sua figura, sem deixar de ser carismático, enquanto Mary Kay Place uma vez que Dot Black se esforça uma vez que a mãe angustiada vendo seu fruto em tamanho sofrimento, mas é desperdiçada pela meio sem inspiração de Coppola.

Deixando de lado a abordagem sátira da faceta impiedosa e truculenta dos advogados a medida que a projeção avança, é plangente constatar que, salve as cenas no tribunal, O Homem Que Fazia Chover nos traga Francis Ford Coppola por trás das câmeras no piloto automático, em um filme que inúmeras vezes indica que vai engrenar, mas que nunca consegue se livrar do ritmo morno e irregular. Nem o elenco estelar consegue salvar essa obra do esquecimento.

O Homem Que Fazia Chover (The Rainmaker, Alemanha/EUA, 1997)
Direção: Francis Ford Coppola
Roteiro: Francis Ford Coppola e Michael Herr (fundamentado no livro de John Grisham)
Elenco: Matt Damon, Danny DeVito, Claire Danes, Jon Voight, Mary Kay Place, Dean Stockwell, Teresa Wright, Virginia Madsen, Mickey Rourke, Andrew Shue, Red West, Johnny Whitworth, Roy Scheider, Danny Glover
Duração: 135 min.

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