A falsificação do Pergaminho de Chinon

O “Processus contra Templarios“, contém o “Pergaminho de Chinon“, um documento de 70 centímetros de comprimento e 58 de largura esquecido durante anos no Arquivo do Vaticano e redescoberto em 2001. O suposto documento original que está no Arquivo Secreto Vaticano, com a referência Archivum Arcis, Armarium D 218. ASV, Archivum Arcis, Arm. D 217.

O Pergaminho de Chinon é o documento que contém a falsa absolvição do Papa Clemente V dada ao Grão-Mestre do Templo, Frei Jacques de Molay e aos outros chefes da Ordem, depois de terem se mostrado arrependidos e pedirem para serem perdoados pela Igreja Católica, após a abjuração formal, que é incontornável para todos aqueles que eram mesmo só suspeitos de crimes de heresia. Segundo o que está no documento, os principais membros da Ordem dos Templários foram proibidos da comunhão católica e de receberem os sacramentos.O documento, que pertence à primeira fase do julgamento contra os Templários, quando o Papa Clemente V estava julgando a ordem religiosa-militar, já que eles foram condenados a pena de excomunhão, causada por sua negação de Jesus Cristo, quando torturados pelo inquisidor francês.

As diversas fontes contemporâneas confirmam, o Papa constatou que os templários foram envolvidos em algumas formas graves de imoralidade e ele planejou uma reforma radical com a finalidade de posteriormente fundi-los em uma corporação com outra ordem religiosa-militar, a dos Hospitalários. O suposto ato de Chinon, seria um requisito para a realização da reforma. A monarquia francesa e o papa Clemente V, tomaram uma decisão final durante o Conselho de Viena (1312): fazendo a vontade do Rei da França, Filipe, o Belo, que ordenou a eliminação dos Templários. O Papa, ouvindo o parecer dos Padres conciliares, decidiu abolir a Ordem «irreformabile norma con e perpetua» (bula Vox in excelso, 22 de março de 1312).



O escândalo suscitado pelas vergonhosas acusações contra os templários (heresia, idolatria, homossexualismo e comportamento obsceno) teria produzido o desperdício de grande riqueza que os cristãos tinham oferecido à Ordem, encarregada com o dever de ajudar a lutar contra os inimigos da Fé na Terra Santa. A consideração atenta a estes perigos, em conjunto com a pressão dos franceses, convenceu o papa a suprimir a Ordem dos Cavaleiros Templários.

Quando, a 13 de Outubro de 1307, Filipe, o Belo, rei da França, com a conivência do Papa Clemente V, logrou concretizar a extinção dos templários, vários monarcas europeus obedeceram às instruções papais. Não foi o caso de D. Dinis. O rei português exigiu, em troca, que o Vaticano o autorizasse a criar uma nova ordem militar e religiosa, que recebeu o nome de Militar Ordem de Nosso Senhor Jesus Cristo. Temendo que, caso não cedesse à solicitação do rei português, Dinis permitisse a permanência dos templários no seu território, Clemente V aceitou, é por isso que atualmente no Brasil, vemos tanta heresia, já que essas ordens vieram para cá, devido a colonização europeia feita por Portugal.

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