O Sínodo da Amazônia visto desde a Alemanha: caminhada para o socialismo ecológico

Já se suspeitava que o Sínodo da Amazônia ia virar um festival progressista. Sua palavra-talismã: “a extinção do celibato”, por razões pseudo-pastorais.

Mas faltavam ainda provas concretas, que agora começam a eclodir gradualmente, para documentar essa suspeita.

Georgetown, a Universidade dos jesuítas em Washington, conhecida por suas extravagantes experiências teológicas, está promovendo um simpósio para preparar o Sínodo da Amazônia. 

A esse reverência, relata a Agência de Notícias Católica (KNA): “Adveniat, organização de ajuda à América Latina,manifestou-se em prol de objetivos claros.

A proteção abrangente dos pobres marginalizados e da geração ferida tem prioridade absoluta’, declarou seu presidente-executivo Michael Heinz”.

Concretamente isso significa que objetivos supostamente pastorais estão sendo empacotados em um programa para proteger a “classe social marginalizada” e proteger uma “geração” supostamente “ferida.”

Para o leitor pode parecer estranha essa relação. No entanto, tal conexão é bastante geral nos círculos católicos reformistas na América Latina.

Trata-se de uma evolução da “Teologia da Libertação” clássica (adoção do método da luta de classes para objetivos comunistas sob o máscara da religião católica) no sentido de uma fusão com o ecologismo neo-pagão e socialista.



A ação civilizadora da Igreja e do Estado brasílico foi tirando os mundurukus da selvajaria. 

Hoje o comuno-missionarismo quer precipita-los de novo no primitivismo

Especialmente na América Latina, essas duas correntes socialistas entraram em uma federação nos últimos 30 anos (reforçada ainda mais depois da pena da “Teologia da Libertação” em 1984 pelo Cardeal Ratzinger): não exclusivamente o assim chamado proletariado, que seria explorado pela economia de mercado, mas também o meio envolvente.

Após sua pena pela Congregação para a Doutrina da Fé, a “Teologia da Libertação” se escondeu sob o véu da proteção ambiental.

Mas sempre manteve em vista seu velho objetivo: a construção de uma sociedade socialista, camuflada de aparências católicas.

A superação dessa “exploração” dá-se, segundo o entendimento dos progressistas, através da extinção da propriedade privada e pela introdução de um sistema marxista. 

Tal sociedade reconduzirá os homens ao seu “estado primordial”, onde de óbvio viverão primitivamente e sem qualquer cultura, mas em simetria com a natureza.

No fundo, para uma espécie de religião da natureza com pintura católica.

É óbvio que nisso estão sendo perseguidos objetivos políticos marxistas sob o véu “católico”.

Mas a revolução marxista pode ser ainda proclamada de modo muito mais universal. Por que deveria ser aplicada exclusivamente aos moradores da Amazônia?

Cardeal Müller: “Os Fiéis não são Obrigados a Seguir a Agenda Eco-Esquerdista do Papa”

A esse reverência a Agência de Notícias Católica (KNA) cita Thomas Wieland, que participa em nome da Adveniat no simpósio em Washington: 

“Os direitos dos povos indígenas veem sendo regularmente espezinhados quando se retira petróleo da Amazônia para nossos carros, quando se extrai carvão para nossas usinas ou quando o mancheia é engordado para saciar a nossa penúria de músculos”.

Aqui aparecem nitidamente as clássicas associações de ideias socialistas-populistas, segundo as quais o Sul pobre é explorado pelo Norte rico. Um clássico clichê socialista dos anos 1960 e 1970.

A verdade é muito dissemelhante: graças às reformas de livre mercado (copiadas dos países do “Norte”) e aos investimentos do “odiado Norte”, os países latino-americanos acertaram o passo econômica e tecnologicamente com os países industrializados.

Isso aconteceu através da aproximação econômica com países capitalistas que nem os Estados Unidos, Alemanha e Japão.

Enquanto os países da América Latina estiveram na periferia de ditaduras comunistas, que nem a União Sovimoral ou Cuba, permaneceram subdesenvolvidos e alcançavam taxas mínimas de prolongamento.

Isto é mormente verdadeiro para os países da bacia amazônica.

Foi exclusivamente através das reformas da economia de mercado nos anos 80 e 90 que os pobres foram capazes de crescer em tamanho à classe média.

Os progressistas nunca mencionam isso na Europa, porque querem cultivar a imagem de uma América Latina subdesenvolvida e pobre.

O cardeal Reinhard Marx também falará em Berkeley. A reverência dele escreve a KNA:

“O cardeal Reinhard Marx, presidente da Conferência Episcopal Alemã, sublinhou a valimento política do Sínodo da Amazônia no outono.”

Com isso, por assim manifestar, o “gato saiu fora do saco”. Tudo gira sobretudo em torno de política e, de óbvio, política socialista.

Não se trata da conversão dos povos à Igreja Católica ou da disseminação da fé católica na Amazônia.

Não, trata-se no Sínodo da Amazônia da geração de um novo paradigma socialista, ecológico e antieuropeu: uma igreja primitiva na selva que nem protótipo para a Igreja universal. 

E um deserção do ideal beneditino de Igreja, que sempre ligava a promoção da fé católica à promoção do progresso civilizatório da humanidade.

Fontes:
– Verde:  A Nova Cor do Comunismo: O Sínodo da Amazônia Visto Desde a Alemanha: Caminhada para o Socialismo Ecológico

© 2019 Luís Eduardo Alló | Fórum | WikiAlló | Social | Privacidade| contato | Sobre |

Todos os direitos reservados. Desenvolvido por Luís Eduardo Alló