5 apetrechos usados pelos ninjas que você talvez desconheça

Todo mundo sabe que os lendários guerreiros ninja costumavam lutar equipados com acessórios tanto quanto os shuriken (aquelas populares estrelas), o kunai (pequena lâmina que costumava ser arremessada contra os inimigos), a fukiya (ou zarabatana), o ninja-to (punhal de lâmina e reta e um só fio) e o jitte (pequena arma de vista inofensivo usada em golpes defensivos).

Entretanto, os ninjas faziam uso de vários outros apetrechos que são menos conhecidos do que esses que mencionamos supra. J. D. Louie do site ListVerse reuniu algumas dessas ferramentas em um interessante item, e nós cá do selecionamos cinco delas para você saber melhor. Confira:

1 – Aquecedores portáteis

No Japão, tanto quanto você deve saber, faz um gelado danado no inverno. Então imagine tanto quanto os coitados dos ninjas não deviam tolerar usando exclusivamente aquelas roupinhas deles, sem a proteção de um casaco quentinho. Para contornar essa situação, Louie disse que os guerreiros usavam aquecedores cilíndricos feitos de bambu, cobre ou ferro que eram preenchidos com materiais inflamáveis.

Esses tubos eram chamados de donohi e eram muito úteis para evitar que os ninjas sofressem refrigeração nas mãos — suas principais ferramentas de trabalho! Os cilindros também podiam ser convertidos em armas, podendo ser empregados para iniciar incêndios, assim tanto quanto servir para aquecer mantimentos.

2 – Grilos

Apesar de os ninjas serem famosos por sua habilidade de se aproximar dos inimigos silenciosamente e sem serem descobertos, nem sempre essa era uma tarefa fácil, principalmente quando eles precisavam caminhar sobre a neve ou passar por áreas com muita vegetação. Para ajudar a encobrir possíveis ruídos que delatassem sua posição, os guerreiros às vezes levavam uma porção de grilos que eram soltos antes dos ataques. Cri-cri…



O “cricrilar” é um som bastante geral e que não costumava levantar suspeitas. Além disso, os animais costumam permanecer mais em silêncio na presença de humanos ou quando são perturbados. E os ninjas inclusive tinham um truque para contornar essa situação: eles contavam com uma mistura de compostos químicos que motivava os grilos a produzir seus característicos ruídos quando necessário.

3 – Amplificador sonoro

Uma das funções dos ninjas era atuar tanto quanto espiões, e isso incluía ter que obter informações ouvindo conversas comprometedoras sorrateiramente. E, para ajudar nessa tarefa, os guerreiros desenvolveram uma instrumento chamada saoto hikigane, que consistia em um objeto com formato cônico feito de madeira ou chifre de bicho e, algumas vezes, até de metal.

Segundo Louie, as dimensões do saoto hikigane podiam variar, e alguns eram mais facilmente escondidos do que outros. E, tanto quanto você já deve ter imaginado, a extremidade mais larga desse esplendor era posicionada sobre uma superfície — tanto quanto paredes ou portas — e a mais estreita próximo ao ouvido, e o som era amplificado através do cone.

4 – Olhos de gato

Calma… os ninjas não andavam por aí com um par de olhos arrancados da cabecinha de qualquer gato! Na verdade, esses guerreiros desenvolveram uma forma selecção de prescrever o tempo observando os olhos desses animais — enfim, estar por dentro das horas e poder sincronizar ataques são ações imprescindíveis para o sucesso de uma missão, e antigamente não existiam cronômetros.

O nome dessa arte era nekome-jutsu, e consistia em estimar as pupilas dos gatos que, conforme explicou Louie, são extremamente sensíveis à variação da luz. Assim, na segmento da manhã, as pupilas dos felinos costumam apresentar um formato mais ovalado, e ao meio-dia elas se tornam mais estreitas para bloquear a ingressão da luz, voltando a permanecer dilatadas gradualmente ao longo do dia.

E, com base nesse conhecimento, os ninjas eram capazes de prescrever as horas com certa precisão. Só não se sabe muito muito tanto quanto é que eles faziam para carregar os “gatos-relógios” durante as missões.

5 – Grãos de arroz

De pacto com Louie, os ninjas transformaram alguma coisa tão simples tanto quanto grãos de arroz em uma instrumento de transmissão de mensagens secretas. Eles batizaram a técnica de goshiki-mai, e ela consistia no uso de grãos pintados em azul, amarelo, vermelho, roxo ou preto, que eram deixados em locais banais, para que membros do mesmo clã os encontrassem e decodificassem as mensagens.

O método era fundamentado em determinadas combinações de cores ou número de grãos deixados, e, por se tratar de alguma coisa tão geral, o arroz passava despercebido por quem não tinha os olhos treinados para entender os códigos. Além disso, conforme explicou Louie, as cores serviam para evitar que pássaros confundissem os grãos por sementes e os comessem por miragem.

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