A cobra vai fumar: a participação do Brasil na Segunda Guerra Mundial

As probabilidades de uma serpente fumar são, basicamente, nulas. Não à toa, a sentença se popularizou pelas terras brasileiras no período da Segunda Guerra Mundial, quando se dizia que era “mais fácil uma serpente fumar do que o Brasil entrar na guerra”.

As histórias em torno da origem da sentença são inúmeras: que a provocação teria partido de um jornalista do Rio Janeiro, ou até mesmo que Hitler teria proferido as tais palavras. O indumentária é que “a serpente fumando” virou lema (e até mesmo marca!) da Força Expedicionária Brasileira, a FEB, força militar enviada à Europa para lutar ao lado dos Aliados durante a Segunda Guerra.

Embora o Brasil tenha se mantido neutro durante boa segmento do conflito em terras europeias, iniciado em 1939, o país acabou sendo – na América Latina – o mais envolvido diretamente na guerra. A neutralidade teve término unicamente em 1942, quando navios mercantes brasileiros foram atacados por submarinos alemães. Com o rompimento das relações diplomáticas, foi criada a força expedicionária – uma sugestão do portanto ministro da Guerra, general Eurico Dutra.

Mais de 25 milénio homens formaram o efetivo da FEB que foi enviado à Itália já no término do conflito, em 1944. Unindo-se às tropas setentrião americanas, a missão brasileira era impedir o progresso do tropa germânico até a França. Para manter os militares inimigos sob metódico pressão, os Aliados tomaram uma série de localidades. O Brasil participou das conquistas de Massarosa, Camaiore, Monte Prano, Monte Castelo, Castelnuovo e Montese.



O Rei dos Patrulheiros

E se você achou que entre as personalidades da história das guerras, não teríamos um brasílico… Achou falso! Mesmo com um nome muito germânico, o Sargento Max Wolff Filho figura entre os destaques da FEB. Nascido em Rio Negro (Paraná), Wolff era rebento de um austríaco com uma brasileira e chegou a trabalhar nos negócios de moca da família.

Aos 33 anos, quando foi enviado para à Itália, Wolff já tinha uma longa história na curso militar, ao contrário da maior segmento dos brasileiros que compunham a FEB. O paranaense alistou-se no tropa aos 18 anos de idade, quando a família se mudou para Curitiba. Antes da guerra já havia integrado a Polícia Municipal do Rio de Janeiro – à quadra, capital brasileira – e participado, porquê militar, da Revolução de 1930 e de 1932, durante a Era Vargas.

Em solo italiano, sob o comando do tropa norte-americano, Wolff logo se tornou sabido por suas ações no comando de patrulhas. O trabalho consistia em se infiltrar nas linhas inimigas para fazer reconhecimento do campo, prisioneiros; resgatar feridos e mortos. Suas habilidades e sua coragem, demonstradas na liderança dessas ações, renderam-lhe o sobrenome de “Rei dos Patrulheiros”.

Apesar da coragem relatada em inúmeros de seus atos durante a guerra, Wolff ficou entre os mais de 450 brasileiros que não retornaram às terras tupiniquins. O sargento perdeu a vida em abril de 1945, durante uma ronda de reconhecimento em campo acessível para a tomada de Montese. Em sua homenagem, o tropa brasílico conta hoje com a Medalha Sargento Max Wolff Filho, que premia subtenentes e sargentos.

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