Contaminação radioativa

A radiação é definida uma vez que a força emitida por componentes naturais em forma de partículas e ondas eletromagnéticas, e suas fontes são encontradas em jazidas. A presença indesejada de material radioativo em um sítio ou sua absorvência pelo corpo de um quidam é chamada de contaminação radioativa. Assim, os materiais radioativos se apresentam em dois formatos de fontes de radiação: o primeiro são as fontes seladas, definidas quando o material radioativo é contido dentro de uma embalagem feita de material não radioativo. Esse processo também é chamado de encapsulamento. A outra nascente de radiação são as fontes não seladas, do qual material radioativo não se encontra contido em um invólucro que limite seu contato com o meio extrínseco. Houveram grandes acidentes decorrentes da manipulação destes materiais, uma vez que por exemplo em Chernobyl no ano de 1987, e também em Goiânia em 1987, acarretando em contaminação radioativa.

Em abril de 1986 uma explosão aconteceu na Usina nuclear de Chernobyl, atual Ucrânia, causando um incêndio que durou 10 dias e matou 31 bombeiros e funcionários da usina que trabalharam na contenção do incêndio e morreram por conta da contaminação. O material radioativo foi lançado no meio envolvente e na região, e contribuiu para que a zona fosse isolada em um relâmpago de 30 km. Outros 246 trabalhadores morreram entre os anos de 1991 e 1998 de doenças circulatórias e leucemia, decorrente da exposição à radiação. Quanto ao resto da população afetada, relatórios da Organização das Nações Unidas estimam que o número de mortes decorrente dos efeitos da exposição a radiação chegaria em 4 milénio pessoas. A vegetação, solo e chuva foram contaminados, tornando a extensão isolada atualmente ao longo de um relâmpago de 30 km. Este ainda é considerado o maior acidente nuclear do mundo.

O acidente no estado de Goiás em setembro de 1987 aconteceu pelo manuseio indevido de um aparelho de radioterapia, menosprezado por dois jovens catadores de papel, em seguida o desmontaram com a intenção de vendê-lo a um ferro velho. Após a violação do equipamento, foram espalhados no meio envolvente fragmentos de Césio 137 na forma de pó azul luminoso, contaminando diversos locais. Oficialmente são apontadas exclusivamente quatro mortes, mas a Associação de Vítimas do Césio 137 aponta 60 mortes e pelo menos 1,6 milénio pessoas afetadas diretamente pela exposição ao material. Além disso, a descontaminação da região produziu 13.500 toneladas de lixo atômico, do qual dano para o meio envolvente é de 180 anos para dissolução.



O acidente radioativo aconteceu em março de 2011, e foi causado inicialmente por um terremoto de magnitude 8.7, que desencadeou um tsunami afetando a estação nuclear Daiichi em Fukushima, no Japão. Essa estação abrigava seis reatores nucleares, sendo palco de explosões em três reatores, e consequentemente um incêndio em um tanque de combustível. Em agosto de 2013 ainda era verosímil observar um problema com chuva contaminada na região, proveniente de vazamentos nos tanques subterrâneos.

Consequências da contaminação radioativa

Em todos os casos apontados anteriormente, a contaminação da chuva, por exemplo, afetou desde peixes até a vegetação presente em rios e mares, favorecendo uma série de desequilíbrios no meio envolvente e nos organismos. Além disso, a contaminação com material radioativo está relacionada a alterações em genes e cromossomos, levando a deformações, mutações e má formação. O contato com o material radioativo também favorece diversas alterações fisiológicas e anatômicas uma vez que queimaduras, aumento da incidência de cancro, problemas com fertilidade e até mesmo doenças psicossomáticas.

Referências bibliográficas:

[1] O acidente césio 137, disponível em: http://www.cesio137goiania.go.gov.br/o-acidente/

[2] Minerais radioativos, disponível em: https://tecnicoemineracao.com.br/minerais-radioativos/

[3] Acidente com césio 137 deixou rastro de mortes e centenas de vítimas em Goiânia, disponível em: https://ror.oglobo.mundo.com/em-destaque/acidente-com-cesio-137-deixou-rastro-de-mortes-centenas-de-vitimas-em-goiania-9947658

[4] Desastre nuclear na usina de Chernobyl completa 30 anos, disponível em: https://revistagalileu.mundo.com/Sociedade/noticia/2015/04/desastre-nuclear-na-usina-de-chernobyl-completa-29-anos.html

[5] Fukushima liberou 168 vezes mais césio que petardo de Hiroshima, disponível em: https://veja.abril.com.br/ciencia/fukushima-liberou-168-vezes-mais-cesio-que-bomba-de-hiroshima/

[6] Conheça os efeitos da radiação no meio envolvente, disponível em: https://www.pensamentoverde.com.br/meio-ambiente/conheca-os-efeitos-da-radiacao-meio-ambiente/

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