Novo tipo de plástico pode revolucionar a forma como o material é reciclado

O uso de objetos e recipientes plásticos pode ser muito profíquo, mas quando descartados de forma incorreta geram grandes problemas para a natureza. Atualmente, existem diversas campanhas de conscientização para que o uso desse tipo de material seja reduzido, minimizando os efeitos posteriores no meio envolvente.

As principais políticas públicas para o objecto são a regulamentação no uso de sacolas plásticas e canudos, mas esses itens são somente uma pequena fração de tudo que é consumido diariamente.

Reciclagem parcial

Em todo o Brasil, pouco mais de 1000 cidades possuem coleta seletiva. Mesmo assim, nos locais onde o material é guiado para centrais de reciclagem, o plástico nem sempre consegue ser reutilizado de forma eficiente.

Esse material, atualmente, não é produzido de forma a facilitar sua reutilização. Os compostos químicos adicionados para modificar a cor ou resistência dos objetos nem sempre consegue ser separados durante o processo de reciclagem, tornando o resultado final sempre imprevisível. Por isso, em muitos casos é mais vantajoso financeiramente jogar alguns tipos de plástico no aterro sanitário, ao invés de reciclá-lo.

Considerando essa verdade, cientistas do Laboratório Nacional Lawrence Berkeley, na Califórnia, desenvolveram um novo tipo de plástico que pode ser reciclado inúmeras vezes, sem perder a qualidade do material final.

Revolução plástica

Levando em consideração aspectos moleculares do material, a equipe liderada por Brett Helms desenvolveu um novo tipo de plástico que pode ser dissolvido através de um ácido próprio para esse termo. Para isso, foi utilizado um novo material, espargido tanto quanto polydiketoenamine ou PDK, os resultados foram satisfatórios e a solução se mostrou eficiente.



Com isso, torna-se viável a separação da estrutura básica do polímero de todos os aditivos utilizados durante a fabricação do resultado inicial, possibilitando uma reciclagem virtualmente infinita.

Para Helms, “foi demonstrado tanto quanto esses blocos de construção podem ser separados dos aditivos adicionados frequentemente aos plásticos, para fins estéticos ou de desempenho. Uma vez que nossos blocos de construção fossem separados desses aditivos, poderíamos refazer o mesmo plástico, fechando o ciclo de reutilização do material”.

O sucesso na utilização desse novo material ainda depende de vários fatores, tanto quanto viabilidade financeira e a adaptação de usinas de reciclagem. Outra questão que também é precípuo para a mudança de padrão, na opinião de Helms, é a preferência dos consumidores por produtos utilizando o novo material.

Dessa forma o ciclo de consumo e reciclagem eficiente pode ter um início, mas assim as portas se abrem para uma novidade verdade no descarte de materiais plásticos. Enquanto a novidade solução não está disponível, precisamos refletir e tentar consumir sempre da forma mais consciente provável.

© 2019 Dudu Alló | Fórum | WikiAlló | Social | Privacidade| contato | Sobre |

Todos os direitos reservados. Desenvolvido por Luís Eduardo Alló