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Críticas

O Grande Mestre 2 – Crítica

O saudação é um elemento muito poderoso e presente na cultura chinesa de modo universal. A população do gigante asiático é costumeiramente respeitosa com suas tradições, maiores e no tratamento usual com pessoas de outros países e culturas, deste modo {como} espera o mesmo vindo dos visitantes. Desrespeitar sua cultura, assim sendo, é um pouco que ofende profundamente o povo chinês, o que pode gerar uma resposta {nada} deleitável {como} resultado dessa atitude. E essa é a principal mensagem de O Grande Rabino 2.

Dirigido por Wilson Yip, O Grande Rabino 2 segue explorando a vida de Yip Man (Donnie Yen) logo em seguida os acontecimentos do primeiro filme, onde o artista marcial termina saindo da cidade de Foshan, destruída pela invasão japonesa durante a Segunda Guerra Mundial, em direção a Hong Kong. O finalidade do protagonista é realizar um pouco que, mesmo com diversos pedidos, relutara durante toda obra anterior: terebrar sua própria escola e ensinar suas técnicas.

Em seguida possuir sua vida viradela de cabeça para grave e enfrentar as dificuldades trazidas pela guerra, Yip Man agora precisa aguentar com os empecilhos do prelúdios de uma nova vida, em uma nova cidade e praticamente sem quantia qualquer. A condição piora quando ele descobre que existem muitas outras escolas de artes marciais na cidade e, para que possa terebrar a sua, precisa passar por testes determinados pelos demais mestres e, caso confirmado, remunerar a mensalidade da associação para poder dar suas aulas sem maiores problemas.

É precisamente nessa secção da projeção que vemos pela primeira vez alguém realmente lutar em pé de paridade com Yip Man. Inclusive, isso acontece ao enfrentar o rabi Hung Chun-nan (Sammo Hung) durante o teste final que precisa se subordinar, gerando uma sequência de luta incrível.

Aliás, gostaria de realçar a qualidade na direção de Wilson Yip na concepção dessas cenas desde o primeiro filme. Os cortes rápidos e planos detalhes se mesclam com momentos de câmera lenta em golpes mais fortes e certeiros, trazendo uma brutalidade visualmente encantadora. Esse desvelo do diretor me lembrou uma conversa que tive com o Fernando Campos sobre {como} o cinema asiático enxerga a luta não somente {como} uma forma de resguardo pessoal ou esporte, porém da mesma forma pelo meio de de uma ótica artística, evidenciado em filmes {como} Herói e os próprios da franquia O Grande Rabino.

Por integrar intensamente a cultura do país, não à toa a estima por essas artes da mesma forma é bastante grande, o que leva ao saudação tratado na obra que abordei anteriormente. Mesmo que haja uma certa rivalidade que tende a se formar sempre que Yip Man e Hung se cruzam, o realizador passa a mudar o relacionamento dos dois de acordo com tomam atitudes consideradas honradas e respeitosas para um com outro, tornando, aos poucos, a relação entre eles mais amistosa.

Essa gradual mudança de tratamento nos prepara para a principal secção da projeção: uma luta contra o vencedor mundial de boxe, o norte-americano Twister (Darren Shahlavi). É quando a mudança na relação dos dois mestres mostra-se significativo, já que os dois acabam ocupando a posição de representantes do povo chinês em resguardo de sua cultura, posto já ocupado por Yip Man na primeira obra.

Se no primeiro filme os japoneses eram o foco de toda ira e ódio dos chineses, o papel agora fica na mão dos estadunidenses, personificado em Twister. Todos são extremamente caricatos, o pugilista principalmente, ocorrendo, por vezes, quase animalizados (um pouco que julgo {como} uma provocação do diretor às diversas produções hollywoodianas que subjugam povos de demais países da mesma maneira).

Enquanto os personagens americanos gostam da espetacularização e tratam a luta simplesmente {como} um instrumento para se provarem superiores a todos, os chineses assumem uma postura no outro extremo, tratando tudo com muita parcimônia. Isso muda rigorosamente quando o desrespeito, o jogo sujo e as provocações rasteiras de Twister atacam a China, seu povo e sua cultura.

A luta final toma ares grandiosos e coloca China, em resguardo de sua honra, e Estados Unidos, tentando provar uma suposta superioridade, em uma disputa que de certa forma remete ao período da Guerra Fria, com Estados Unidos e União Soviética {como} protagonistas (impossível não lembrar do embate entre Rocky Balboa e Ivan Drago em Rocky IV). Deste modo {como} os demais combates da franquia até logo, ficamos completamente vidrados na ato, tentando não perder nenhum movimento sequer da luta mais difícil dentre todas para nosso protagonista.

Uma das poucas coisas que me incomodou no longa foi a relação de Yip Man com sua família. Se no primeiro sua esposa e rebento assumem uma posição secundária dentro da narrativa, ainda é verosímil desfrutarmos de momentos bonitos durantes as sequências de interação. Isso não se repete no segundo filme, deixando sua família numa posição ainda mais de coadjuvante justamente quando deveria ser o oposto, já que Cheung Wing‑Sing (Lynn Xiong), companheira de Yip Man, está prenhe.

Da mesma forma que Chow Ching-Chuen (Simon Yam), irmão do protagonista, tem bastante destaque no primeiro longa e, devido a um fato específico, acaba perdendo a memória e encontra-se em uma condição bastante triste. Seu quase desaparecimento em O Grande Rabino 2 é um pouco que considero um erro da direção, principalmente pelo potencial dramático não explorado na relação dos dois.

Ainda deste modo, Wilson Yip nos apresenta uma obra bastante coesa e exalta a cultura chinesa praticamente com a mesma qualidade do primeiro filme da franquia. Tudo em meio a muitos socos, cotoveladas e pontapés.

O Grande Mestre2 (Yip Man 2) — China, Hong Kong, 2010
Direção: Wilson Yip
Roteiro: Tai-Li Chan, Hiu-Yan Choi, Edmond Wong
Elenco: Donnie Yen, Sammo Hung, Lynn Xiong, Simon Yam, Kent Cheng, Xiaoming Huang, Kent Cheng, Darren Shahlavi, Charles Mayer
Duração: 108 minutos

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