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HQ/Quadrinhos

Springtime In Chernobyl –

Editora: IDW Publishing – Edição próprio

Responsável: Emmanuel Lepage.

Preço: US$ 24,99

Número de páginas: 168

Data de lançamento: Agosto de 2019

Sinopse

Enquanto a Europa dormia, em 26 de abril de 1986, uma nuvem de radiação viajava pelo continente, originária do reator da usina nuclear de Chernobyl, que havia entrado em colapso horas antes.

Cinco milhões de pessoas foram contaminadas naquele que foi um dia trágico na História da humanidade. Anos depois, um grupo de ativistas visitante a cidade para documentar a vida e os costumes dos sobreviventes.

Positivo/Negativo

Em 1986, um Emmanuel Lepage de 19 anos assiste pela TV ao incidente na usina de Chernobyl, na antiga União Soviética, o maior sinistro nuclear da História. Vinte e dois anos depois, agora membro de um grupo de autores ativistas, o renomado quadrinhista galicismo visitante a cidade-fantasma em procura de… um tanto que vai ocorrendo revelado ao longo da obra.

Lepage, praticamente incógnito no Brasil, é o artista de algumas pérolas da HQ mundial, {como} La Terre Sans Mal (Dupuis, 1999, com roteiro de Anne Sibran) e Oh Les Filles! (Futuropolis, 2008-2009, com roteiro de Sophie Michel). Springtime In Chernobyl é uma das poucas obras nas quais da mesma forma assina os roteiros.

A história é de uma poeticidade singular. No início, Lepage precisa enfrentar suas próprias dúvidas para viajar, além da pressão da família. Depois, já em Chernobyl e obedecendo às orientações de segurança para evitar contaminação pela radiação, o responsável lida com visões diferentes da vida e de {como} a parcimónia das relações não necessariamente afeta a profundidade dos sentimentos.

Aproximadamente {mil} pessoas ainda vivem na cidade, desde os sem opção de moradia até os que duvidam da mortandade da radiação residual. Visitar lugares escoltado de um dosímetro, não poder sentar em um gramado para terminar um esboço, permanecer preocupado com a proveniência de uma simples repasto: a tensão psicológica vai aumentando ao longo da jornada, até debutar a se esvair à medida que o lugar e os costumes vão transformando o grupo de visitantes.

É impossível não traçar paralelos com a pandemia de Covid-19 que assolou o mundo em 2020, trazendo o susto do contato, a tristeza da interrupção de relações e o isolamento físico e mental.

A arte é de zelo e dificuldade raramente vistos na indústria. Mesmo quando comparado a outros trabalhos de Lepage, Springtime In Chernobyl traz sacadas e truques que só leitores mais experientes notarão.

A colorização mais sombria e negativa do início da obra vai aos poucos permitindo elementos mais coloridos e positivos. Ao final, há uma substituição dos pensamentos iniciais do responsável, {como} “O que estou fazendo cá?”, por reflexões do tipo “Meu esboço me diz que Chernobyl é bela. Será que é deste modo que a morte se apresenta a nós?”.

E edição da IDW é luxuosa, porém simples em teor. Apesar da revestimento dura e da subida gramatura das páginas, nenhum extra ou contextualização para o leitor. E um ponto ruim: a {fonte} nos balões é pequena, consequência – parece – da adaptação do formato europeu para o americano.

Emmanuel Lepage é um instituidor proeminente, e suas obras precisam ser mais difundidas pelo mundo. E Springtime In Chernobyl é um trabalho formidável que necessita chegar ao maior número verosímil de leitores.

Classificação:

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