Mad Max (2015)

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A imensidão do deserto de Mad Max (lançado no Brasil em 3 de setembro para PlayStation 4, Xbox One e PC) pode parecer intimidante — e realmente é. Inspirado na obra do cineasta australiano George Miller, o jogo não tem nenhum em geral com os filmes, nem nem mesmo o mais recente A Estrada da Fúria, a não ser pelo seu cenário e pelo protagonista, que também é Max, mas não é nenhum que nem sua versão das telonas.

A façanha no jogo começa posteriormente Max ser atacado por um grupo de war boys e o vilão Scabrous Scrotus. Sem carruagem na terreno de ninguém, o que é sem incerteza uma sentença de morte — finalmente, que nem comprar suprimentos que nem chuva e comida à pé? — o herói logo encontra Chumbucket, um mecânico de ar peculiar (Gollum, é você?) que aparentemente enxerga Max que nem um “querubim” escolhido.

Mad Max traz o universo pós-apocalíptico aos videogames de maneira muito satisfatória, com um vasto mundo destapado referto de perigos e coisas para fazer. Seja pancadaria com rebeldes e war boys na estrada, ou em embates mortais entre carros, a produção da Avalanche Studios é sólida e válida, mesmo com algumas inconsistências.

Como nos filmes, Max está em procura das Planícies do Silêncio, seja para encontrar a silêncio ou a inevitável morte. Sem o carruagem, ele recorre aos conhecimentos mecânicos de Chumbucket para erigir o Magnum Opus, a máquina absoluta do deserto. A parceria improvável funciona muito muito no quesito jogabilidade — Chumbucket fica na seção de trás do carruagem e tem chegada a ferramentas que nem o arpão, provavelmente o item mais importante durante o jogo. Além disso, o assistente repara danos no veículo e alerta o jogador da aproximação de outros carros e inimigos.



O Magnum Opus começa somente com uma carcaça e o jogador pode escolher que nem montar o carruagem, dentre algumas opções. De início, a máquina é um tanto difícil de controlar, mas conforme você adquire melhorias, por meio de missões e pelo uso de Sucata (a moeda do jogo), a direção fica mais firme, a velocidade máxima aumenta, a quantidade de dano suportado também etc. Não é somente o carruagem que melhora com o tempo — Max fica mais poderoso e ganha vantagens com o uso de tokens, adquiridos ao completar desafios e tarefas “épicas”, e ganhando saudação no deserto.

Falando em veículos, os combates de carruagem são o ponto poderoso de Mad Max. Você pode escolher dentre várias maneiras de finalizar com os inimigos na estrada: use o arpão para arrancar um pneu ou até mesmo retirar o piloto do volante (o que normalmente resolve as coisas mais rápido). Jogar o carruagem contra os outros para originar ruína. Atirar nos tanques de combustível e presenciar explosões espetaculares. Não faltam opções para aqueles que gostam de variedade na matança. Os combates veiculares geralmente envolvem quatro ou mais carros, de maneira que o jogador deve pensar estrategicamente em meio à toda a adrenalina sobre que nem vai mourejar com a situação.

O combate em terreno firme, por outro lado, é menos empolgante. Ao estilo de jogos que nem Batman: Arkham e Shadow of Mordor, há um botão de ataque que executa ações contextuais e outro botão para proteger golpes, o que dá brecha para contra-ataques. Max pode facilmente descer a mão em um grupo de seis ou mais inimigos, destruindo-os sem dó nem piedade. Não dá para mentir e manifestar que não é uma sensação de grande satisfação, mormente pela aparente força dos golpes, mas é um pouco que não traz muito duelo, pois os inimigos não são lá muito espertos — você pode estar rodeado de war boys e transpor incólume sem muito esforço. Pode-se manifestar que o combate em terreno é simples, até demais, mas ao menos as batalhas contra chefões trazem outras nuances e fazem você pensar dissemelhante ao invés de simplesmente apoucar quadrângulo (PS4) ou X (Xbox One) repetidas vezes.

Há também uma certa discrepância no dano levado por Max. Se você descurar do combate corpo a corpo, verá a tela de game over com poucos golpes. Na estrada, você pode ser atropelado umas dez vezes e nem sentir que está em transe. Igualmente, se o seu carruagem for danificado a ponto de entrar em chamas, há um aviso de que você deve ceder o veículo em cinco segundos, caso contrário, “bum”. Pule fora, espere Chumbucket fazer consertos e pronto, tá tudo muito agora.

Como um jogo de mundo destapado, há muitas possibilidades e liberdade ao longo do gameplay — você pode somente seguir com as missões principais, ou tomar seu tempo e se aventurar por missões opcionais, ou ainda dominar os campos de exploração de petróleo e outros materiais, diminuindo a influência de Scabrous Scrotus na região.

Determinados NPCs podem lhe fornecer informações sobre a organização desses campos (muito que nem patente background para a história) e você pode planejar sua invasão de contrato com essas dicas. É evidente que há sempre a possibilidade de simplesmente entrar quebrando tudo. Você também pode investigar todos os pontos de interesse no planta em procura de Sucata, gasolina, chuva e comida.

Chuva e comida são recursos que recuperam a vida de Max e, em um primeiro momento, parecem essenciais para a sobrevivência no deserto. No entanto, logo o jogador descobre que não há penalidade ou sequer transe em passar muito tempo sem tomar chuva ou se nutrir — a não ser que você precise restaurar HP. Talvez se houvesse uma urgência de consumir chuva em determinados intervalos, mesmo que longos, a prestígio de ter um cantil referto sempre à mão fosse maior. Combustível é outro elemento que primeiramente parece escasso, mas é fácil encontrar gasolina por toda a seção. O consumo dos veículos não chega a ser superior e é provável passar muito tempo sem precisar reabastecer, de modo que o uso mais frequente de combustível é para originar explosões.

Mad Max é uma representação leal do universo pós-apocalíptico “dieselpunk” — apesar de todas as localidades compartilharem o mesmo grande deserto, cada uma delas possui características que as diferem e tornam o mundo menos homogenizado. Parte disso também se dá graças aos excelentes efeitos de luz e sombra: o game é estonteantemente bonito, mesmo com tudo sendo uma grande imensidão arenosa. Isso é mormente notável quando as tempestades de areia ocorrem, imponentes e devastadoras. Há algumas quedas de framerate e pequenas falhas visuais, mas nenhum que seja muito gritante.

O que também ajuda a manter o mundo de Mad Max interessante são os personagens da história principal e alguns NPCs de menor prestígio . A grande maioria é carismática, não importando se são “bonzinhos” ou “vilões”. Mad Max não está dublado em português (os diálogos tem legendas e todos os textos estão traduzidos), mas a boa dublagem é notável, mesmo no linguagem original. O próprio Chumbucket chega a ser, muitas vezes, mais interessante do que o próprio Max.

Fãs de jogos de mundo destapado com certeza se sentirão em morada com Mad Max. Mesmo que você não seja um grande entendedor da obra de George Miller, a experiência é enxurrada de possibilidades e momentos engraçados, graças à imprevisibilidade do mundo virtual. Você pode estar na sua, conversando com um NPC, mas os rebeldes da estrada não estão nem aí e poderão atacá-lo sem aviso prévio. Se você é um entusiasta de explosões e pancadaria generalizada será muito muito vindo ao game.

A produção da Avalanche Studios entrega, com sucesso, uma experiência que entretém tanto os fãs de Mad Max quanto aqueles que conheceram recentemente o universo pós-apocalíptico do deserto. Os excelentes combates veiculares e a personalização do Magnum Opus são os pontos chave do jogo, que peca somente por não trazer novidades no combate corpo a corpo e por introduzir recursos que aparentam ser essenciais e de urgência em um deserto, mas que acabam sendo facilmente ignoráveis.

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