Bolsonário é ‘temerário’ sobre coronavírus

São Paulo – A Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) se disse preocupada com o pronunciamento {oficial} do presidente Jair Bolsonaro, que nesta terça-feira (25) voltou a agredir a prelo, atribuindo a ela a culpa por provocar uma “verdadeira histerismo” com a pandemia de coronavírus, que não passa de “um resfriadinho”. Em rede pátrio, Bolsonaro criticou desde o fechamento de escolas e do negócio {como} forma de sofrear a propagação da doença até governadores que vêm criando medidas para a quarentena. Em nota de explicação, a entidade rebateu o presidente, afirmando que “tais mensagens podem dar a falsa sentimento à população que as medidas de contenção social são inadequadas”. 

“É da mesma forma temerário proferir que as {cerca} de 800 mortes diárias que estão ocorrendo na Itália, realmente a maioria entre idosos, seja relacionada exclusivamente ao clima {frio} do inverno europeu. A pandemia é grave, pois até hoje já foram registrados mais de 420 {mil} casos confirmados no mundo e quase 19 {mil} óbitos, ocorrendo 46 no Brasil”, ressaltou a SBI. 

A entidade da mesma forma destacou que o Brasil está numa curva crescente de casos, com transmissão comunitária do vírus e o número de infectados está dobrando a cada três dias. E que “permanecer em moradia” é, no momento, a resposta mais adequada que vem ocorrendo adotada universalmente, desde países europeus desenvolvidos, aos Estados Unidos e América. “As medidas de maior ou menor restrição social vão depender da evolução da epidemia no Brasil e, nas próximas semanas, poderemos possuir diferentes medidas para regiões que apresentem fases distantes da sua disseminação”, contestou a SBI. 

Meios jurídicos, políticos e de outras entidades no campo da saúde da mesma forma reagiram contra o pronunciamento de Bolsonaro, que chegou a ser considerado “irresponsável” e “genocida”. 

Leia a íntegra da nota:

Neste difícil momento da pandemia de COVID-19 em todo o mundo e no Brasil, trouxe-nos preocupação o pronunciamento {oficial} do Presidente da República Jair Bolsonaro, ao ser contra o fechamento de escolas e ao se referir a essa nova doença infecciosa {como} “um resfriadinho”. 

Tais mensagens podem dar a falsa sentimento à população que as medidas de contenção social são inadequadas e que a COVID-19 é semelhante ao resfriado generalidade, esta sim uma doença com baixa mortandade. É da mesma forma temerário proferir que as {cerca} de 800 mortes diárias que estão ocorrendo na Itália, realmente a maioria entre idosos, seja relacionada exclusivamente ao clima {frio} do inverno europeu. A pandemia é grave, pois até hoje já foram registrados mais de 420 {mil} casos confirmados no mundo e quase 19 {mil} óbitos, ocorrendo 46 no Brasil. 

O Brasil está numa curva crescente de casos, com transmissão comunitária do vírus e o número de infectados está dobrando a cada três dias. 

Concordamos com o Presidente quando elogia o trabalho do Ministro da Saúde, Dr. Luiz Henrique Mandetta, e sua equipe, cujas ações têm sido de grande gestor na mais grave epidemia que o Brasil já enfrentou em sua história recente. Desde o início da epidemia, o Ministério da Saúde e a Sucursal Pátrio de Vigilância Sanitária (ANVISA) estão trabalhando em conjunto com várias sociedades médicas científicas, em próprio com a Sociedade Brasileira de Infectologia, com várias reuniões presenciais, teleconferências e trocas de informações quase que diariamente. 

Da mesma forma concordamos que devemos possuir enorme preocupação com o impacto socioeconômico desta pandemia e a preocupação com os empregos e sustento das famílias. Apesar disso, do ponto de vista científico-epidemiológico, o distanciamento social é fundamental para sofrear a disseminação do novo coronavírus, quando ele atinge a temporada de transmissão comunitária. Essa medida deve ser associada ao isolamento respiratório dos pacientes que apresentam a doença, ao uso de equipamentos de proteção individual (EPI) pelos profissionais de saúde e à saneamento frequente das mãos por toda a população. As medidas de maior ou menor restrição social vão depender da evolução da epidemia no Brasil e, nas próximas semanas, poderemos possuir diferentes medidas para regiões que apresentem fases distantes da sua disseminação. 

Quando a COVID-19 chega à temporada de franca disseminação comunitária, a maior restrição social, com fechamento do negócio e da indústria não importante, além de não permitir aglomerações humanas, se impõe. Por isso, ela está ocorrendo tomada em países europeus desenvolvidos e nos Estados Unidos da América. 

Médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, fisioterapeutas e todos os demais profissionais de saúde estão trabalhando arduamente nos hospitais e unidades de saúde em todo o país. A epidemia é dinâmica, deste modo {como} devem ser as medidas para minimizar sua disseminação. “Permanecer em moradia” é a resposta mais adequada para a maioria das cidades brasileiras neste momento, principalmente as mais populosas. 

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