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Paulo Guedes compara servidores públicos a saqueadores

Entidades representativas condenaram o pronunciamento em que Paulo Guedes compara servidores públicos a saqueadores. Leia nossa material e entenda o contexto!

Servidores públicos a saqueadores: #PraCegoVer Paulo Guedes em destaque, realizando um pronunciamento. Microfone em sua frente. Ele está atrás de um palanque de madeira; foto do busto pra cima

O ministro da Economia destacou que não será permitido o oportunismo em momentos de fragilidade. – Foto: Washington Costa/ME (Wikimedia Commons)

Na última sexta-feira (15/05), Paulo Guedes foi novamente níveo de críticas por diversas entidades ligadas ao funcionalismo tupiniquim. Isso porque o ministro da Economia comparou os servidores públicos a saqueadores, mormente aqueles que têm a intenção de pedir aumento salarial no contexto da pandemia.

Durante a coletiva de prensa, Paulo Guedes destacou que é inadmissível a forma {como} os servidores públicos estão tentando “saquear o Brasil” em momento de carência econômica.

“Que usem a desculpa da crise de saúde para saquear o Brasil na hora que ele cai. As medalhas são dadas depois da guerra, não antes. Nossos heróis não são mercenários. Que história é essa de pedir aumento de salário porque um policial vai às ruas treinar a sua função ou porque um médico vai às ruas treinar a sua função?”, argumentou.

“Por obséquio, não assaltem o Brasil”

Ainda de acordo com suas próprias palavras, o ministro da Economia destacou que não será permitido o oportunismo em momentos de fragilidade; ainda mais quando o “Brasil cai na crise financeira”.

Ele ainda afirmou que, caso necessário, os profissionais deverão receber salários maiores em decorrência de horas extras emergenciais. No entanto, Guedes declarou {como} inadmissível as pessoas que estão “usando cadáveres para realizar tribuna”.

“Só vamos pedir uma tributo, por obséquio. Enquanto o Brasil está de joelhos, nocauteado, tentando se reerguer, por obséquio, não assaltem o Brasil”, alegou.

Conferência de servidores públicos a saqueadores: impacto nas entidades representativas

A enunciação de Paulo Guedes não passou despercebida entre os servidores e representantes da esfera pública. Em texto divulgado na última segunda-feira (18/05), a Federação Pátrio dos Policiais Federais (Fenapef) repudiou as palavras do portanto ministro da Economia. O órgão considerou o pronunciamento {como} uma ofensa à categoria.

“Ao contrário do que disse o ministro, não somos criminosos. E sobre subir em cadáveres, talvez essa seja a especialidade de quem se furta à responsabilidade de enfrentar a grave pandemia que nos atinge, jogando nas costas de quem está na traço de frente a responsabilidade por soluções que os gabinetes refrigerados não encontram.”, escreveu os representantes da Fenapef.

A Federação Pátrio dos Policiais Rodoviários Federais (FenaPRF) da mesma forma se manifestou contra as palavras de Paulo Guedes. Outra nota de repúdio foi publicada, mormente questionando até quando a sufocação com os servidores vai continuar.

Por sua vez, o Sindicato dos Policiais Federais no Estado da Bahia (Sindipol-BA) classificou a enunciação do ministro {como} irresponsável. A entidade representativa chamou de “assalto” a possibilidade de qualquer tipo de progressão funcional de curso, que está prevista na Lei.

Argumentos de Paulo Guedes

Paulo Guedes voltou a realçar que o número de desempregados crescerá bastante ao longo da crise econômica. Dessa maneira, os servidores teriam que ver os seus salários ocorrendo congelados por 18 meses em razão das carreiras estáveis.

O ministro da Economia pediu para que Jair Bolsonaro restrinja o pacote de socorro aos Estados e Municípios (projeto de Lei Complementar PLP 39/2020). Com o veto de reajustes para os servidores essenciais, {como} policiais e médicos, haveria uma economia de R$ 87 bilhões de reais na receita pública.

“Parasitas”

Paulo Guedes coleciona diversos pronunciamentos polêmicos que ocasionam em repúdio pelas entidades representativas. No início de fevereiro, o ministro da Economia afirmou que o funcionário público “tem firmeza de trabalho, tem aposentadoria generosa, tem tudo. O hospedeiro está morrendo e o {cara} virou um verme”.

Durante seminário promovido pela Instalação Getúlio Vargas (FGV), no Rio de Janeiro, Guedes explicou que os reajustes salariais poderiam ser mais muito utilizados para população no formato de benfeitorias. No entanto, isso não acontece porque “o governo está quebrado e gasta 90% da receita com salários”.

E as consequências do que ele disse? A conferência de servidores públicos a parasitas não foi muito vista e causou polêmica generalizada. Por isso, em mensagens enviadas para jornalistas e amigos, Paulo Guedes pediu desculpas e declarou possuir usado o termo “verme” para falar de casos extremos de alguns estados e municípios.

“Eu me expressei muito mal e peço desculpas não só a meus queridos familiares e amigos, porém a todos os exemplares funcionários públicos a quem descuidadamente eu possa possuir ofendido”, declarou na idade.

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