Coreia do Norte: eleitores ‘escolhem’ membros do Parlamento em legislativas de partido único

Os norte-coreanos vão às urnas neste domingo para escolher os 678 deputados da Assembleia Popular Suprema (APS), que é renovada a cada cinco anos.

Em uma ditadura considerada porquê uma das mais repressivas do mundo, a lei estipula que cada perímetro tenha unicamente um candidato, nomeado pelo Partido dos Trabalhadores, o único autorizado no país, do líder Kim Jong-un.

Apesar das eleições na Coreia do Norte poderem ser consideradas porquê uma farsa, elas são importantes para política do regime. O pleito é uma utensílio de controle social e ideológico, que possibilita às autoridades verificar a “lealdade” de cada norte-coreano, que só pode votar em prol ou contra o único candidato definido pelo governo.

Apesar de na prática a população ter escolha, poucos norte-coreanos se arriscam a se opor à indicação de Kim Jong-un. Nas últimas eleições, há cinco anos, a taxa de participação foi de 99,97% e cada representante eleito da Assembleia Popular Suprema teve 100% dos votos.

O regime também aproveita as eleições para fazer propaganda da “unidade pátrio” e dos “benefícios” de um sistema apresentado porquê “igualitário e democrático”, no qual o governo se encarrega de definir o rumo de cada norte-coreano na sociedade, inclusive sua profissão.

Para observadores internacionais, as eleições são uma maneira de saber quais representantes da escol estão ganhando cada vez mais espaço no poder ou, ao contrário, perdendo influência junto a Kim Jong-un. A Assembleia Nacional Suprema, na verdade, tem um poder reduzido e unicamente valida as decisões tomadas pelo líder Kim Jong-un.



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