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Economia

PIB do Brasil deve encolher 5% neste ano, diz Xavier, da SPX | Brasil e Política

O Tesouro e o Banco Meão têm adotado medidas na direção certa, porém ainda é pouco, avalia o sócio-fundador da SPX, Rogério Xavier. O gestor participou hoje da conferência do BTG Pactual, em São Paulo, transmitida pela internet.

Xavier enxerga a crise provocada pelas medidas de contenção do coronavírus {como} severa e alerta: PIB do Brasil pode desabar 5% neste ano. Na avaliação do sócio da SPX, o governo tem de encontrar um meio termo para o confinamento da população. “Não pode manter a população enclausurada muito tempo”, disse.

Oferecido o potencial tamanho da crise, Xavier classifica as medidas já tomadas pelo BC e pelo Tesouro {como} “modestas”. “A queda [do PIB] será superior aos anos de recessão que o Brasil teve recentemente”, apontou. O gestor lembra que o país já vem de um momento ruim, “que pode se aprofundar mais”.

Xavier defende que o Brasil tem de encarar a pandemia “{como} se estivesse em uma guerra e combater os efeitos rapidamente”. O gestor da mesma forma considera necessário manter as pessoas isoladas, porém por um tempo restringido. O sócio da SPX acredita que a economia se recupera mais facilmente se as autoridades atuarem mais cedo “e com mais {energia}”.

De acordo com o gestor, são quatro riscos simultâneos que têm de ser atacados na crise novo. “São esforços feitos pelo BC e governo para tentar estabilizar a economia, injetar liquidez no sistema de crédito, capitalizar os bancos e enfrentar os riscos dos preços de mercado”.

O Brasil caminha na direção que outros BCs globais já trilharam. Xavier ressalta que o próprio Federalista Reserve (Fed, o banco meão americano) está “assumindo o risco de crédito”. O gestor ressaltou ainda que os governos estão aprovando pacotes de socorro aos diversos setores da economia impactados pelas medidas de contenção da pandemia.

“Ainda falta muito” ao BC tupiniquim em termos de ações, que está “muitos passos detrás” comparado aos seus pares globais. Xavier, no entanto, não defende uma redução agressiva de juros. “Não vejo grande vantagem em golpe ofensivo da Selic, {como} muitos veem no mercado.”

Xaiver vê novo golpe {como} contraproducente. “Quando se olha os efeitos de uma redução, há no overnight elevação da curva de juros futuros para todos os prazos de maturidade, não entendo porque acham tão significativo uma Selic em níveis mais baixos, ocorrendo que a taxa atua para o lado contrário.”

(Com teor publicado originalmente no Valor PRO, o serviço de notícias em tempo real do Valor)

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