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Weintraub propõe enquete sobre adiamento do ENEM

São Paulo – O ministro da Ensino, Abraham Weintraub, anunciou hoje (19) que vai realizar uma enquete para os inscritos no Fiscalização Pátrio do Ensino Médio (Enem), em que serão consideradas três opções: suspender o examinação deste ano por 30 dias, por conta da pandemia do novo coronavírus, prolongar por um tempo maior e manter na data prevista (dias 1º e 8 de novembro).

A decisão pela enquete veio em seguida poderoso mobilização de estudantes e lideranças políticas em resguardo do diferimento. A campanha #AdiaEnem ganhou as redes sociais, com o argumento de que muitos estudantes estão com aulas paralisadas por conta da pandemia.

O cenário de injustiça é o que mais preocupa. Enquanto alguns estudantes possuem condições de manter seus estudos em residência, com equipamentos e estrutura, muitos outros sequer possuem internet em residência; eles seriam os mais prejudicados.

“Desigualdade existe”

Weintraub defende a manutenção do calendário. Ele afirmou, em live, que “não existe paridade plena”. E acrescentou: “Pessoas têm vantagens e desvantagens. Eu não tenho quesito de jogar basquete na NBA. Eu adoraria jogar globo na Primeira Partilha, porém o mundo é injusto e eu não tenho habilidades”.

Para o ministro, “não é em seis meses que você vai tirar a diferença de uma vida inteira”. Ele acredita que os inscritos no Enem concordarão com ele pela manutenção do calendário.

Já sobre as campanhas pelo diferimento da prova, o ministro partiu para o ataque ideológico. “Esses líderes estudantis, velhos, que defendem a Coreia do Setentrião, querem impor (…) mesmo a UNE, que defende a Coreia do Setentrião”, afirmou.

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