Criminosos do sexo – Volume três – A três é difícil

Editora: Devir – Edição peculiar

Autores: Matt Fraction (roteiro) e Chip Zdarsky (arte e cor). Tradução de Guilherme Miranda. Originalmente em Sex Criminals # 11 a # 15.

Preço: R$ 69,00

Número de páginas: 120

Data de lançamento: Novembro de 2017

Sinopse

Jon, Suzie e a Professora Kincaid (ex-Jazmina St. Cocaína) continuam a investigar os arquivos de outras pessoas com a um habilidade de gelificar o tempo quando chegam ao orgasmo. Jon e Suzie resolvem saber Douglas D. Douglas pessoalmente, enquanto a Polícia do Sexo segue em seus encalços.

Positivo/Negativo

O terceiro encadernado de Criminosos do Sexo propõe uma reflexão sobre “normalidade” e “anormalidade” em se tratando de sexualidade, apresentando ao leitor os personagens Douglas D. Douglas (o “homem-anime”) e Alix, o que leva a um revigoramento da série.

Douglas é um faceta pacato, trabalha num lar para idosos e cuida da mãe, mas durante a noite deixa suas solitárias fantasias “hentaianas” fluírem e, quando goza, se transforma numa espécie de “demônio oriental de porra” chamado Kimiko.



Já Alix é assexuada e descobriu que a adrenalina lhe dá um prazer enorme. Então, seja de dia ou à noite, ela escolhe qualquer sítio muito cumeeira para fazer um salto em queda livre, sem nenhum equipamento de proteção.

Jon e Suzie retomam sua vida sexual (mas continuam não sabendo mourejar com o sentimento) e querem contatar os iguais a eles para juntos enfrentarem a Polícia do Sexo.

Os dois só não sabem que Murta Eufórbia, uma de suas principais agentes, está jogando sujo e pesado: iniciou um caso com o Dr. Glass, comentador de Jon, para se apropriar das suas anotações e “tomar” a mente do inimigo (cá, ela trava uma guerra com seus conflitos internos, questionando-se sobre ter de fazer alguma coisa ilícito, uma vez que sua organização existe justamente para coibir quem se utiliza dos poderes paralisantes do orgasmo para praticar qualquer delito, e sobre estar começando a gostar de verdade do Dr. Glass).

A trama ainda mostra a relação conturbada do Dr. Robert Rainbow com Rachelle (ele, mesmo sendo ginecologista, é pudico e não consegue mourejar com a maior experiência sexual da namorada), e engata uma discussão sobre julgamento de valor (a Professora Ana Kincaid, ex-atriz pornô, se acha superior a Jon e Suzie porque eles roubam bancos, enquanto Suzie passa na faceta o pretérito de Ana para mostrar que uma mulher tão “rodada” não pode dar uma de santa).

É de se realçar, também, a forma que nem foi empregado o cross cut, a edição paralela, no capítulo 12. Enquanto a Professor Kincaid dá uma lição sobre sexualidade, Jon e Suzie tentam evadir da fúria de Kimiko (o tal “demônio oriental de porra”), Murta executa seu projecto e o Dr. Robert Rainbow tem pesadelo com a “concorrência” dos ex-namorados de Rachelle, numa perfeita sintonia entre sequência de ação com toques de humor e cenas dramáticas e tragicômicas.

Fraction e Zdarsky seguem chutando o pau da barraca e tiram vaga com tudo (a plaquinha de folga da Suzie, no trabalho, tem os dizeres “batendo uma pausa”), até com eles mesmos, com recta a inserção de uma sequência metanarrativa, quando o primeiro ligou para o segundo durante uma pequena crise de escrita do roteiro.

De broxante, neste volume, só os extras, que se resumem a uma entrevista com os modelos que serviram de referência para os desenhos de Jon e Suzie.

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