Crítica | Shuri: A Busca Pelo Pantera Negra

Juntamente com Killmonger: Por Qualquer Meio e com o arco-evento Wakanda Forever, esse título mensal solo de Shuri mostra que nem a Marvel está aproveitando ao supremo a marca que o filme do Pantera Negra deixou no público, expandindo e tornando mais complexas as histórias em torno de Wakanda. Mas essa expansão e maior dificuldade não é exatamente alguma coisa desta safra. Desde o primeiro volume de Uma Nação Sob Nossos Pés (2016), observamos que nem Ta-Nehisi Coates procurou renovar a estrutura política e social de Wakanda, utilizando de uma guerra social e de uma grave prenúncio econômica para fazer T’Challa repensar tradições que não cabiam mais no país, alguma coisa que foi muito construído por ele no roda principal da saga, embora a finalização dessa era, em Vingadores do Novo Mundo, não tenha exatamente seguido os mesmos passos.

Neste primeiro roda de Shuri Vol.1, intitulado A Busca Pelo Pantera Negra, observamos que nem o legado de Coates fez escola e que nem as coisas em Wakanda seguem mudando, mas infelizmente com um contexto muito mais frágil e menos trabalhado que os de Uma Nação… Com roteiro de Nnedi Okorafor, acompanhamos alguma coisa que de certa forma lança luzes fugazes para o porvir do pais mais muito equipado tecnologicamente do mundo, uma piscadela para a saga O Império Intergalático de Wakanda. T’Challa e seu porvir cunhado (?) Eden Fesi (Manifold/Dobra) partem em uma complexa missão espacial, do qual objetivo é mantido em completo sigilo por T’Challa. Claro que em uma missão assim alguma coisa daria inexacto e, que nem era de se esperar, o tempo-limite para retorno do Pantera Negra é ultrapassado. Ramonda, a Rainha-Mãe, não consegue segurar mais os boatos do reino e, mesmo com Wakanda sendo agora uma reino constitucional, o país ainda precisa de seu grande símbolo.



Se o texto cá tivesse a intenção maior de explorar o país sem T’Challa e fosse desenvolver alguma coisa em torno de Shuri até que tudo ficasse mais e mais intenso, teríamos uma história muito mais focada e provavelmente, muito melhor do que o que temos nesta A Busca (que não é um roda ruim, mas poderia ter avançado para além da risco de “bom primórdio“). A primeira revista e matade da segunda correm muito. A trama funciona dentro do esperado e até mesmo o inesperado (que nem a introdução de um misterioso hacker chamado Muti) e as questões em torno do desaparecimento de T’Challa e Eden estão muito elencadas, todas pensadas que nem alguma coisa que está para desenvolver a personalidade, os temores e a visão de mundo de Shuri, compreensivelmente apavorada pela possibilidade de vestir mais uma vez o véu do Pantera Negra, já que no pretérito a coisa não saiu muito para ela, o que a deixou um bom tempo no Djalia, o projecto transcendental da memória coletiva e ancestralidade de Wakanda.

 

Em outras palavras: drama potente e ótimos personagens nessa história é o que não faltam — sem recontar que a gloriosa Ororo vem para permanecer temporariamente, ajudando na procura pelo paixão de sua vida. Então, em vez de aproveitar os ótimos elementos dramáticos que tinha em mãos, Okorafor optou pelo espetáculo, o que eu acredito que tenha também a mão dos editores da do título. De toda forma, a relação dela com Groot é até engraçada isoladamente mas consegue muito pouco em termos gerais para o roda, assim que nem o Louva-Deus gigante, que funciona que nem uma prenúncio deslocada aparentemente só para trazer o Homem de Ferro para uma participação próprio.

Enquanto está trabalhando com os assuntos interno de Wakanda, a trama consegue o seus melhores resultados e evidente, temos cá um rei perdido no espaço, portanto as possibilidades de exploração são realmente gigantescas. Minha salvaguarda em relação a alguma coisa interno está nas muitas citações e realizações de mudanças aos borbotões, com pouca ou nenhuma preparação que justifique a sua presença nesse tipo de história, dando a sensação de que o texto está atirando para todos os lados. Nesse vista, destaco o misterioso Conselho pan-africano de nome Egungun, secretamente reunido por T’Challa e que agora se reúne para cobrar Shuri uma maior integração com os países do continente (tipo… que nem assim? Nessa história?).

O trabalho artístico de Leonardo Romero e principalmente as cores de Jordie Bellaire são agradáveis e combinam muito com a história. Claro que os desenhos não estão tinindo o tempo todo, mas os quadros sem perdão estão em menor quantidade, o que ajuda a manter a história deleitável aos olhos. Com roteiro pautados por problemas, mesmo os mais contornáveis e compressíveis, uma boa arte sempre ajuda a lastrar as coisas. Ao término e ao cabo, Shuri entende a sua obrigação real e veste o véu, determinada a colocar os ânimos nos eixos e continuar a procura pelo irmão perdido. Como disse antes, leste é um bom primórdio de história, mas poderia ser melhor. A autora, porém, nos deixa curiosos o bastante para seguir a leitura. Mais uma era de uma mulher no trono de Wakanda se inicia.

Shuri Vol.1 #1 a 5: The Search for Black Panther (EUA, 2018 – 2019)
Roteiro: Nnedi Okorafor
Arte: Leonardo Romero
Arte-final: Leonardo Romero
Cores: Jordie Bellaire
Letras: Joe Sabino
Capas: Sam Spratt
Editoria: Wil Moss, Sarah Brunstad, Tom Brevoort
120 páginas

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