Saga – Volume Cinco

Editora: Devir – Edição privativo

Autores: Brian K. Vaughan (roteiro), Fiona Staples (arte) – Originalmente publicado em Saga # 25 a # 30 (tradução de Marquito Maia).

Preço: R$ 69,00

Número de páginas: 152

Data de lançamento: Junho de 2017

Sinopse

Enquanto Gwendolyn, Sophie, a Gata da Mentira e A Nódoa arriscam suas vidas na procura de uma tratamento para O Querer, Marko faz uma incômoda coligação com o Príncipe Robô IV para ajudá-lo a encontrar seu herdeiro raptado, que está recluso num estranho mundo com novas e terríveis ameaças.

Ao mesmo tempo, Alana tenta proteger a pequena Hazel do androide renegado Dengo, terroristas chegam e acordos são iniciados.

Positivo/Negativo

Nessa fundura, quem acompanha Saga sabe muito muito que Vaughan e Staples colocam conflitos e dramas que vão além dos maniqueísmos assépticos muito naturais do gênero de sci-fi. Um exemplo de impacto é uma página dupla que envolve um gigantesco (e saliente) dragão viril.

Esse lado nonsense latente na série pode ser encarado que nem “choques baratos”, sem propósito ou de mau paladar, mas isso é nenhum mais, nenhum menos que o responsável respeitando e homenageando (da sua maneira privado) a rota estelar novelesca e “exagerada” da space opera.



O que tem de cômico segue de impacto também no drama pelas perdas de personagens no meio do caminho. Tão rápido quanto as boas ações de criaturas que não pareciam inclinadas para tal.

O roteirista equilibra muito nas passagens das três frentes narrativas, sempre dando espaço para toda a gama de personagens e seus objetivos, dilemas, alianças forçadas e decisões.

Inclusive, tem momentos para recontar um pouco mais sobre outros temas que são primordiais para o progressão da trama, que nem o conflito secular entre Aterro e os habitantes do seu único satélite, Grinalda.

Assim que nem colocar características mundanas na trama, Vaughan usa que nem protótipo os motivos e anseios dos mais variados quando se entra em guerra, até mesmo a plena doidice de quem acha que não é afetado.

Interessante observar que nem cada um deles se move fora do que era disposto que nem “comodidade” até visível ponto. O que o pacifista Marko reprovava em si e na “fuga” usada por Alana – que criticava veemente antes da separação – tem uma novidade perspectiva em sua procura pela família.

Esse mesmo sentimento implacável de procura pelo que se governanta (ou pelo que se materializa em um paixão ainda não desfrutado) faz hastear de maneira sazonal a bandeira branca da trégua, que nem a colocada entre Marko e o Príncipe Robô IV.

São ações ao longo dos capítulos que mostram o quanto são mais complicados as intenções e índoles de cada um dos envolvidos, o que deixa tudo mais imprevisto para uma leitura também mais sedutora.

A sagacidade do humor e dos diálogos se equilibra com o propósito de grupos violentos que nasceram no seio de uma guerra, assim que nem a presença do grotesco e do texto sexual que começa a virar um tanto “normal” no contexto da ficção científica.

A inserção de uma novidade ameaço serve mais para prosseguir a história do que aprofundar outras questões ou personagens que são afetados diretamente pela aparição. Da mesma maneira episódica é a procura da tratamento para o mercenário O Querer.

Esses pontos mais frágeis não comprometem a narrativa, rendendo boas surpresas e novas “deixas” para serem desenvolvidas mais adiante. Afinal, Saga ainda tem a carapaça divertida de ser space opera.

Instantes que nem a de uma negociação, por exemplo, é uma forma de o roteiro fazer a diferença e “retrair” a história para a crueldade inalterável da guerra, na qual os objetivos comuns de supostos aliados podem vir abaixo para o “muito maior”. A mesma meta que era perseguida pela segmento menos favorecida. O que prevalece? O egoísmo da sobrevivência ou o simbolismo do sacrifício?

Bem à vontade na série, a arte da Fiona Staples permanece limpa, expressiva e muito fluída na sua leitura visual. Ela pode fazer tanto sequências singelas, quanto momentos violentos e bizarros.

O gancho que a dupla de criadores tenta buscar em cada capítulo tem seu maior triunfo no final deste volume. Pelo recurso que o responsável coloca, a curiosidade de saber que nem ele vai arregimentar a sequência fala mais supino.

Bem que nem as demais, a edição da Devir tem revestimento dura, formato 18,4 x 27,2 cm, papel couché com boa gramatura e sensação. Uma curiosidade é que leste volume, assim que nem o primeiro, tem uma lombada quadrada (dissemelhante dos demais, arredondados).

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