Homeland

Homeland é uma premiada série de televisão dos Estados Unidos desenvolvida por Howard Gordon e Alex Gansa, baseada na série israelense Prisioneiros de Guerra (“Abduzidos”), criada por Gideon Raff.

O programa é estrelado por Claire Danes como Carrie Mathison, uma oficial de operações da CIA que passou a acreditar que um fuzileiro americano, o Sargento Nicholas Brody, interpretado por Damian Lewis, que era um prisioneiro de guerra da Al-Qaeda, passou para o lado inimigo e agora representa um significativo risco a segurança nacional.

A série é transmitida nos Estados Unidos pelo canal a cabo Showtime, sendo produzida pela Fox 21. Homeland estreou no dia 2 de outubro de 2011. Em Portugal, a primeira temporada da série estreou no dia 16 de Janeiro de 2012 no canal FOX, tendo a segunda temporada estreado no dia 8 de Outubro de 2012 no mesmo canal. No Brasil a série estreou em 4 de março de 2012 pelo canal por assinatura FX e 14 de janeiro de 2014 na TV aberta pela Rede Globo.

Baseado em uma série israelense, “Homeland” conta a história de Carrie, uma agente da CIA, que após realizar uma operação não autorizada no Iraque, é colocada em liberdade condicional e transferida para o Centro Contraterrorista da CIA em Langley, Virginia. Quando estava no Iraque, Carrie foi avisada por uma fonte que um prisioneiro de guerra americano passou para o lado Al Qaeda. Nisso, Nicholas Brody, prisioneiro de guerra desde 2003, está retornando para os EUA com toda a pompa que um herói de guerra merece. Carrie acredita que Brody seja o tal prisioneiro de guerra que sua fonte falou a respeito. Contando apenas com a ajuda se Saul, única pessoa em quem pode confiar, Carrie decide investigar Brody e evitar que ele realize mais um atentado terrorista nos EUA. Carrie, sofre de trantorno bipolar e essa situação a levará ao extremo.



Homeland segue Carrie Mathison, uma oficial de operações da CIA que, depois de conduzir uma operação não autorizada no Iraque, é colocada em liberdade condicional e transferida para o Centro Contraterrorista da CIA em Langley, Virgínia. Enquanto conduzia a sua operação no Iraque, Carrie foi avisada por uma fonte que um prisioneiro de guerra americano passou para o lado da Al-Qaeda. O seu trabalho é complicado quando o seu chefe, David Estes, a chama junto com seus colegas para uma reunião de emergência. Nela, Carrie descobre que Nicholas Brody, um sargento dos Fuzileiros Navais que desapareceu durante o serviço em 2003, foi resgatado durante uma incursão da Delta Force num complexo pertencente a Abu Nazir. Carrie passa a acreditar que Brody é o prisioneiro de guerra que sua fonte tinha falado. Entretanto, o governo federal e seus superiores consideraram Nicholas Brody como um herói. Percebendo que seria quase impossível convencer Estes a colocar Brody sob vigilância, Carrie pede ajuda da única pessoa que ela pode confiar, Saul Berenson. Os dois começam a trabalhar juntos para investigar Brody e impedir um novo ataque em solo americano.

Caire Danes vive a agente da CIA Carrie Mathison, que durante uma operação no Iraque, recebe a informação de que um soldado americano sequestrado por terrorista voltaria para os EUA em breve, secretamente convertido e como terrorista. Algum tempo depois, Nicholas Brody (Damian Lewis, Band Of Brothers), um soldado americano (veja só você!) sequestrado em 2003 é encontrado e retorna para sua homeland terra natal. Até aí tudo bem, mas tudo melhora quando você também desconfia de Carrie, que é meio perturbada, toma remédios, etc. Você fica sem saber de que lado está, ainda mais com a vida de Brody também sendo mostrada, seu retorno para a família principalmente, ele mal conhecia os filhos e sua esposa (interpretada pela brasileira Morena Baccarin) está saindo com seu melhor amigo. É assim que a primeira temporada segue.

Como já disse, vai além de uma boa história e tudo o que você esperava que fosse acontecer, sei lá, pela metade da segunda temporada, começa já a acontecer na primeira. Carrie e Brody se envolvem e lá pela metade da temporada, em um dos episódios mais sensacionais da série até hoje (o da cabana), ele descobre que ela o investiga secretamente. É perfeito. Temporada bastante badalada, somente pontos altos e um final de tirar o fôlego fez a série ser a favorita e muito premiada no Emmy 2012, mais merecidamente na categoria de melhor atriz para Claire Danes. Não existe uma pessoa que não se emocione com o surto de Carrie no final do penúltimo episódio da primeira temporada, quando todas as suas anotações sobre Brody são arrancadas de suas paredes por Estes, em quem costumava confiar.

Um ano se passou todo mundo esperava a perfeição na segunda temporada da série, que começou muito boa, quase se perdeu no meio do caminho (e dói no coração dizer isso) e terminou muito bem, porém diferente do que era no começo. O segundo ano é cheio de idas e vindas, histórias que não convencem e a relação de Carrie com Brody quase começa a encher o saco. Para piorar a situação, a filha do antigo soldado se torna a personagem mais irritante da TV, se envolvendo com o filho do vice-presidente, atropelando “sem querer” uma mulher na rua e se sentindo culpada ao esconder o crime. Sono, sono, sono. O que salva é o final, com a reviravolta na história do terrorista Abu Nazir e o atentado (S2) durante o importante velório do season finale foi (odeio essa expressão) a cereja do bolo.

O elenco da série é excepcional! Claire Danes está perfeita como a agente que não medirá esforços para provar que Brody é um traidor, não um herói. Não é a toa que Danes foi premiada com o Emmy e Globo de Ouro por sua atuação. Damian Lewis , também está perfeito como o Sargento Brody. Vamos até o fim da série sem saber se Brody é um herói ou um vilão. Lewis consegue, com perfeição, transmitir toda dubiedade do personagem.

Um dos mais emblemáticos momentos do sexto ano de Homeland, no ano passado, foi o que mostrou o podcaster Brett O’Keefe (Jake Weber) organizando um grupo de pessoas responsáveis por manter online uma enormidade de perfis falsos em redes sociais, que pudessem ser usados para propagação de Fake News a respeito da então candidata Elizabeth Keane (Elizabeth Marvel). Mais importante que a notícia, contudo, era criar uma rede de disseminação de pseudo-verdades, defendidas inflamadamente; e que são parte notória dos hábitos sociais contemporâneos.

A sexta temporada, inclusive, foi o ato de abertura do que vimos nesse sétimo ano, um ano em que a série precisou olhar de verdade para o próprio legado para compreender que, além de respeitar a própria essência, ela precisava aprender a falar sobre vigência – terror religioso e terror político já não estão mais separados. Os danos são os mesmos e a única diferença que os separa é o quão dissimuladas podem ser as artimanhas políticas. E Homeland soube trabalhar muito bem essas dinâmicas.

Para que a escalada de tensões fosse bem colocada, a temporada foi dividida em dois núcleos narrativos complementares. Na primeira metade vimos como a resposta da presidente Keane aos eventos do sexto ano prejudicaram seus primeiros meses de mandato e chegamos, com isso, ao apogeu dos reflexos negativos plantados por O’Keefe quando começou sua jornada de manipulação midiática. Na segunda metade a série voltou às origens e reajustou os eventos para que falassem do que termina sendo a essência do show: uma história sobre pátrias.

Depois de passar alguns anos perdida em repetições e recorrências sobre o terror no Oriente Médio, Homeland avançou para uma direção diferente: ela resolveu focar no que pode acontecer quando o próprio cidadão comum é usado como força bélica capaz de provocar até mesmo a queda de grandes líderes. Nesses tempos em que a internet virou uma “bíblia” do que é ter um status relevante, a opinião, a voz, o verbo, ganharam tanta força quanto qualquer outra arma de destruição. Essa compreensão levou a série a recuperar suas sutilezas e a se comunicar melhor com os espectadores.

Carrie (Claire Danes) também surgiu nesse ano com uma narrativa extremamente segura. A personagem – que tinha sua loucura sendo usada indiscriminadamente em outros anos – encontrou até mesmo no investimento em sua bipolaridade uma perspectiva menos óbvia. Ela também teve sua maternidade colocada em pauta e, dessa vez, os roteiristas preferiram não simplesmente fazê-la reagir, mas sim ponderar, como se espera de uma personagem com tanta experiência como ela. Até que ponto só amar um filho te faz uma boa mãe? Foi reconfortante ver a personagem lidando de modo sensato com as implicações dessa pergunta.

Os elementos dramatúrgicos ajudaram: até metade da temporada vimos o plano para desmoralização da Presidente chegar a extremos reais e que foram piorados por ela mesma, inclusive. Então, logo depois do clímax desses eventos, a temporada precisou se reajustar e passou um período de retração, muito rápido, encontrando logo uma nova construção de tensões que resultavam da descoberta de que era outra pátria a responsável por todo o engodo que transformou a presidência numa piada nacional. Essas novas tensões foram bastante coesas e isso fortaleceu as expectativas. Os roteiristas chegaram à reta final com uma quantidade respeitável de boas opções de impacto.

Com um final de temporada do mais intensos que a série já fez, o público teve o prazer de acompanhar as consequências do plano contra Keane atingirem todos os núcleos com perfeição. Os culpados sendo revelados, o sacrifício da equipe liderada por Saul (Mandy Patinkin) revelando mais uma forma surpreendente de abordar os demônios de Carrie e o mea-culpa da presidente funcionando como um diálogo implícito e direto com o público. Homeland fez do final da sétima temporada uma espécie de brado sócio-político, refletindo nossas responsabilidades no mau uso da engrenagem pública. E fez isso com sensibilidade, algo que nem sempre foi visto na proposta sempre tão crua do show. Acabou sendo um final extremamente bonito e catártico.

Sabendo que o oitavo ano será o último, os criadores podem manter a ousadia da dramaturgia e continuar a apostar nos horrores disfarçados de simplicidade. São esses que corroem com muito mais eficiência as noções de integridade. Há grandes chances de vermos a história de Carrie Mathison terminar muito bem.

Quem ainda não assistiu, precisa ver a série. “Homeland” é uma dessas séries que valem (muito) a pena ser vista. Quanto a mim, vou correndo assistir a segunda temporada e volto para contar o que achei.

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