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A Garcinia cambogia ou tamarindo Malabar, também conhecida pelo seu antigo nome científico cambogia Garcinia, é um arbusto que cresce principalmente no sul da Índia e tem sido usado em suplementos alimentares que prometem perder peso que consome-os. Eles chamam de "o fruto milagroso" da Índia.

Refutação[editar]

Garcinia teve uma excessiva falta de controle depois de ser promovido pelo Dr. Oz em seu programa. Ao promover produtos que contêm G. cambogia, concedendo a eles benefícios duvidosos, Oz passa por uma ação movida pelo Departamento de Defesa do Consumidor dos EUA.

Fruta Garcinia, de acordo com a Universidade Purdue, rica em cálcio, fósforo, ferro, tiamina, riboflavina e niacina.

Sua casca contém um composto chamado ácido hidroxicítrico (HCA), que seus defensores afirmam diminuir o apetite e impedir que o corpo armazene alimentos na forma de gordura. No entanto, como as pílulas dietéticas e outros suplementos que contêm extrato de Garcinia cambogia são considerados suplementos e não medicamentos ou medicamentos, a Food and Drug Administration (FDA) não regula sua venda e uso, nem analisa sua eficácia ou segurança. A menos que, como foi o caso do OxyElite Pro, seu uso esteja vinculado a várias hospitalizações. Isso significa que cabe aos fabricantes decidir quanto de G. cambogia eles embalarão em suas pílulas, além de outros ingredientes adicionados à mistura que afetam a saúde dos consumidores.

A maioria das marcas que vendem suplementos com extrato de G. cambogia não passou nos testes de qualidade realizados por laboratórios independentes. Além disso, não houve ensaios em larga escala comparando garcinia com placebos ou outros suplementos.

Um estudo de 2005 na Food and Chemical Toxicology descobriu que altas doses de extrato de G. cambogia causavam atrofia testicular e toxicidade em camundongos. Mesmo se você for uma mulher, pode haver outros distúrbios.

Outro produto sob os olhos é o Hydroxycut, que contém ácido hidroxicítrico derivado da garcinia. Casos de toxicidade hepática foram relatados devido ao uso de suplementos com este extrato de fruta. O verdadeiro problema é que não há um esquema de relatório de efeitos adversos para esses tipos de produtos, o que dificulta saber ao certo quantas pessoas foram afetadas. Acredita-se que pelo menos 15% da população dos EUA use suplementos para perda de peso e a Hydroxycut seja a líder em vendas. Seria ingênuo pensar que, com mais de um milhão de vendas por ano, haveria apenas um punhado de pessoas com toxicidade hepática. Somente em 2013, os fabricantes de Hydroxycut eliminaram G. cambogia, mas estabeleceram o padrão para continuar a impedir que outros fabricantes colocassem o ingrediente, promovendo-o também como um adjuvante no controle de peso.

Os fabricantes de suplementos para perder peso nunca, em suas propagandas, principalmente nos comerciais , mencionam possíveis riscos à saúde, apenas que não devem ser administrados a crianças menores de 18 anos e que, se houver algum efeito adverso, consultam o médico. Por exemplo, os fabricantes do Metabolife 356 retiveram 14.000 documentos por 5 anos com relatos de graves efeitos adversos associados à efedra contida em seu produto. Os efeitos foram infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral, convulsões e morte. Ao descobrir isso, a éfedra e seus derivados foram banidos desde 2004.

O ácido hidroxicítrico (AHC), o principal componente da garcinia, é um inibidor da enzima de clivagem do citrato (ATP citrato liase) que bloqueia a síntese de novos ácidos graxos. O AHC foi inicialmente estudado em roedores para o tratamento dietético da obesidade e os resultados pareciam promissores. Ensaios clínicos randomizados subsequentes mostraram resultados muito contraditórios com o uso em humanos para esse fim. No entanto, o AHC é um componente importante de muitos suplementos para perda de peso no mercado e, semelhante a outros de sua classe, o perfil de toxicidade é pouco estudado.

Já foi relatado que o AHC também tem efeitos sobre outros medicamentos. Na literatura médica, foi relatado um caso de insuficiência hepática fatal em um paciente em uso de AHC juntamente com montelucaste (medicamento preventivo para asma), o que sugeria um efeito sinérgico entre esses dois agentes hepatotóxicos.

Da mesma forma, há relatos de toxicidade por garcinia encontrados no banco de dados da OMS, descrevendo principalmente um aumento nas enzimas hepáticas.

Cinco revisões sistemáticas e metanálises, e 25 ensaios adicionais foram incluídos e revisados ​​em um estudo. Foram identificados dados sobre os seguintes suplementos alimentares: quitosana (quitosana), picolinato de cromo, Ephedra sinica, Garcinia cambogia, glucomanano, goma de guar, hidroximetilbutirato, psyllium plantago, piruvato, erva-mate e ioimba. Os estudos revisados ​​apresentaram alguns dados encorajadores, mas mostraram que não há evidências além de qualquer dúvida razoável de que qualquer suplemento dietético específico seja eficaz na redução do peso corporal. As únicas exceções são suplementos que contêm E. sinica e efedrina, que foram associados a um risco aumentado de eventos adversos. Os últimos foram lembrados.

Uma coisa deve ficar clara: evidências de ensaios clínicos randomizados sugerem que os extratos de Garcinia com AHC causam perda de peso a curto prazo. No entanto, a magnitude desse efeito é pequena e não é estatisticamente significativa quando se considera apenas rigorosos ensaios clínicos randomizados, e sua relevância clínica parece questionável.

Conclusão[editar]

Deve-se pensar que se vale a pena perder alguns quilos diante de efeitos adversos que podem ser piores do que perder peso com melhores alimentos e exercícios. Os produtos Garcinia não são baratos, mas hospitalização ou morte prematura é um preço ainda mais alto.